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06/10/2009 - 07h53

Noronha: é preciso conhecer!

 
 

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Luiza Spengler Coelho
Fernando de Noronha
Fernando de Noronha

Depois de muitos anos sonhando, finalmente visitei Fernando de Noronha, a ilha localizada no extremo nordeste do Brasil, e pertencente ao Governo de Pernambuco.

 

A emoção era grande. Antes mesmo de chegar, pesquisei muito na internet para tentar descobrir o máximo possível, principalmente dicas. Já tinha ouvido falar sobre alguns aspectos da ilha, e  queria descobrir antecipadamente se eram mentiras ou verdades, coisas como: não há fácil acesso a internet, tudo é caro, existem poucas opções para comida e poucos estabelecimentos aceitam cartão. Mas as pesquisas de nada adiantaram. Para entender Fernando de Noronha, só visitando!


Minhas dicas para visitantes à Ilha são:


1 - Planeje sua viagem com antecedência mínima de dois meses. O Guia 4Rodas é uma ótima opção para ajudar no planejamento, melhor até que a internet, pois você não corre o risco de cair numa roubada. O julgamento do guia é imparcial.


2 - A ilha oferece opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos. Recomendo a Pousada Beco de Noronha.


3 - O vôo mais rápido sai de Natal. Existem duas companhias aéreas que levam até Noronha: Trip e Gol.


4 - Não é necessário levar uma quantidade enorme de dinheiro em espécie pois a maioria dos estabelecimentos aceita cartão.


5 - Leve bastante filtro solar, lanchinhos e todos os objetos de uso pessoal que lhe forem indispensáveis, pois tudo na ilha realmente é mais caro.


6 - A faixa etária ideal para visitar Fernando de Noronha é de 8 a 65 anos. Crianças muito pequenas não aproveitam a maior parte dos passeios. E a partir de 65, o acesso a muitas praias  pode se tornar díficil (muitas possuem escadarias, ladeiras, etc).


7 - 5 a 6 dias é o tempo ideal de estadia.


8 - Passeios imperdíveis: IlhaTur, Praia de Atalaia, Passeio de Barco, Passeio pelo centro histórico e Mergulho com cilindro.


9 - Agende seus passeios em uma das diversas agências espalhadas pela Ilha. A melhor operadora de mergulho com cilindro, que oferece opções desde batismo (mergulho para quem não tem curso) até mergulho técnico e noturno, é a Atlantis Divers.


10 - Assista as palestras do Projeto Tamar.


11 - Almoce nos restaurantes self-service que ficam no bosque do flamboyant: o Flamboyant e o Ousadia. E jante na Pizzaria NaMoita, na pousada do Zé Maria, no Xica da Silva, entre outros.


12 - Não adianta nada ficar estudando o mapa antes de chegar, só estando na Ilha para você aprender a se localizar. Leve sapatos confortáveis, pois a maior parte dos deslocamentos diários na ilha é feita a pé. Sim, é tudo bem mais perto, e a ilha é bem menor do que parece no mapa.


13 - Mergulhe com cilindro com a Operadora Atlantis Divers (http://www.atlantisdivers.com.br/).



Realmente, as praias de Fernando de Noronha estão entre as mais bonitas do mundo, principalmente a Baía dos Porcos e a Praia do Sancho. Tão bonitas, que é emocionante visitá-las. O que é imperdível é mergulhar de máscara e snorkel, e ver a vida aquática: tartarugas, peixes coloridos, arraias, tubarões, caranguejos, siris....



Bem, quanto ao aspecto ecoturismo, o que eu descobri nesta visita a Noronha é que até o paraíso, em termos de beleza cênica, não é perfeito em termos de infra-estrutura, e de práticas de conservação ambiental.

 

A infra-estrutura de trilhas deixa a desejar, não há planejamento de drenagem, cascalhamento, escadas com corrimão. Acessibilidade então, é uma palavra ainda não praticada em Noronha. Cadeirantes não conseguem ter acesso a diversas praias e passeios.

 

Como Noronha é uma ilha, a adoção de práticas sustentáveis poderia ser mais incentivada pelo governo de Pernambuco, como cisternas, aquecedores solares, energia solar e éolica, hortas e produção de alimentos local.

 

Resumindo, como todo lugar no Brasil e muitos no mundo, Noronha ainda tem muito a se desenvolver, principalmente em termos da compatibilização do desenvolvimento econômico com a conservação ambiental. Esses dois temas não devem ser inimigos, mas sim, acontecerem paralelamente.

 

Minha mensagem final é: Noronha: é preciso conhecer!


Por Luiza Spengler Coelho, Engenheira Ambiental Sul-matogrossense apaixonada por Ecoturismo.

 

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