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01/09/2009 - 16h55

Aventura e sustentabilidade

 
 

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O turismo de aventura, segundo a Adventure Travel Trade Association - ATTA, entidade internacional que reúne operadores e empresas, tem sido um dos segmentos mais resistentes neste período de crise que atinge todos os setores do mundo. O perfil desse viajante explica em boa parte esse comportamento: é um apaixonado pelo tipo de turismo que faz, vê a viagem como parte fundamental de seu estilo de vida e identidade, e prefere cortar outros itens do orçamento antes de pensar em deixar de vivenciar suas viagens de aventura. Um estudo da National Geographic Adventure indica, também, que a renda familiar neste nicho varia entre 75 mil e 149 mil dólares ao ano. 

Apenas por esses dados, esse segmento já mereceria uma grande atenção de todo o mercado turístico brasileiro. Se levarmos em conta que a "matéria-prima" da aventura é a natureza, e que o Brasil é privilegiado com suas praias, cachoeiras, cânions, montanhas, florestas, rios, locais para mergulho, chegamos à conclusão que, com o que temos feito e conquistado, podemos ser um dos destinos internacionais líderes para os aventureiros do mundo.

Essa liderança está cada dia mais próxima, com a política estratégica e articulada que estamos construindo - melhor estruturação dos destinos; um programa consistente de certificação feito pelo Ministério do Turismo, o Aventura Segura; profissionalização das empresas brasileiras no segmento; visibilidade internacional. Esta situação permitiu que nosso país fosse eleito o destino de aventura em 2009 pela revista National Geographic Adventure, uma das mais conceituadas e lidas do mundo. 

Continuar nesse caminho é importante não só para nos consolidarmos como um dos principais destinos de aventura do mundo, como também pode nos ajudar a responder uma das grandes questões para o turismo global - como crescer de forma sustentável, tanto do ponto de vista ambiental como social e econômico? Sustentabilidade tornou-se tema chave em todos os encontros, debates e reuniões de organizações de turismo no mundo, incluindo a OMT, que reúne governos e setor público, e o WTTC, que agrega o setor privado global.

Para se desenvolverem, o turismo de aventura e o ecoturismo, pelas suas características e público, têm que ter como coração do negócio a preocupação com a sustentabilidade, para consolidar a imagem, para tornar seus destinos competitivos em médio e longo prazos, e para manter a matéria-prima da aventura (natureza, autenticidade, cultura diferenciada) preservada.

O Brasil já tem excelentes exemplos, que hoje já servem de referência internacional - a Chapada Diamantina, onde o turismo substituiu a exploração predatória de pedras como atividade econômica essencial e geradora de empregos para a comunidade local; Fernando de Noronha, cuja população vive, em sua imensa maioria (90%) das atividades ligadas ao turismo; reserva Mamirauá, um exemplo no coração da Amazônia de respeito à natureza, à cultura local, às comunidades em uma região em que atividades econômicas sustentáveis são essenciais. E esses são apenas alguns exemplos. O Brasil já é reconhecido internacionalmente por essas experiências e pelo seu enorme potencial - o Fórum Econômico Mundial, por exemplo, no seu relatório de Competitividade em Viagens e Turismo de 2009, coloca o Brasil em segundo lugar no ranking global no que diz respeito a recursos naturais.

Por isso, quando faltam poucas semanas para o ABETA Summit 2009-Encontro Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, que acontece de 10 a 13 de setembro em São Paulo, é hora de mobilizar o mercado brasileiro para discutir as grandes possibilidades que o setor oferece - tanto para os negócios das empresas como para a imagem do país. 

Fonte: Coluna Jeanine Pires - Panrotas - Edição nº 874 - 25  a 31 de agosto de 2009

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